História do Café no Brasil Imperial
 

Retornar

As cidades do café no Império
Arrozal

 

 

 

 

 

 

 

 

Casarão do Arrozal - antiga casa-grande da Fazenda Cachoeira do Capitão-mór José de Souza Breves


 
O belo solar construído em 1711 foi a sede da Fazenda Cachoeira, de propriedade do Capitão-mór José de Souza Breves, grande benemérito da região. Foi durante algum tempo teatro municipal e sede da banda de música municipal de Arrozal,  existente há mais de cem anos, com o nome da cidade e da santa padroeira dos músicos - Santa Cecília Arrozalense, data comemorada em 21 de novembro.

A Irmandade do Santíssimo Sacramento foi a proprietária do imóvel durante cerca de cem anos, até ser doado pela irmandade à Mitra Diocesana, que é a atual proprietária da construção. Há trinta anos atrás, o local passou por sua primeira reforma completa, mas foi abandonado, e se encontrava em estado precário, quando, há três anos, Irmã Elizabeth resolveu montar o projeto do Casarão das Artes. Hoje, as oficinas do Casarão das Artes atendem cerca de 120 pessoas, e o projeto se estendeu além das fronteiras do município. “Agora temos uma cozinha artesanal, com fogão de lenha, para as famosas doceiras de Arrozal. As tapeçarias da nossa oficina de tecelagem são compradas até por comerciantes de Penedo, e temos mais de dez oficinas funcionando”, conta orgulhosa Irmã Elizabeth, que pretende ainda colocar o Casarão das Artes no roteiro turístico da região, recebendo grupos para almoços e vendendo o artesanato produzido nas oficinas do projeto.

Do sonho da preservação nasceu mais uma oportunidade de trabalho e desenvolvimento para a cidade de Arrozal. O pequeno distrito de Piraí, guarda muitas lembranças do tempo do Brasil Imperial e do Ciclo do Café. Entre estes marcos da história do país, estão lugares ligados a Dom Pedro I e à família Breves, uma das mais poderosas de seu tempo, que possuía fazendas no estado do Rio de Janeiro e em Minas Gerais. O distrito de Arrozal guarda várias lembranças deste período, na arquitetura de seus casarões, e nas peças históricas encontradas na cidade, como documentos, peças de mobília e fotografias.

Igreja do Arrozal e São João Baptista

Naquela época, a cidade era a principal fornecedora de café do Império, e haviam cerca de nove mil escravos - contando-se só os homens - trabalhando nas fazendas das redondezas. O município era um entreposto comercial movimentado pelos negócios do café e dos escravos. Grande parte da produção agrícola de São Paulo passava por Arrozal, para descer até Angra dos Reis ou Mangaratiba - que na época possuía uma das maiores fazendas de ‘engorda’ de escravos do país, pertencente à família Breves - de onde eram encaminhados até o Rio de Janeiro. O imperador Dom Pedro I também se hospedava com freqüência na cidade.

Com a abolição da escravatura, em 1888, e o conseqüente declínio da produção cafeeira, o município começou a perder sua força.

Banda Municipal Santa Cecília Arrozalense

Santa Cecília - padroeira dos músicos

Capitão-mór José de Souza Breves, O primeiro colonizador da região.

Uma foto antiga do solar de Arrozal, antes da reforma.

Capela de Santa Rita em Arrozal.

 

 
 

 

 

 

     

© 1996/2007— Todos os direitos reservados: Aloysio Clemente M. I. de J. Breves Beiler

História do Café no Brasil Imperial - Rio de Janeiro, RJ.