História do Café no Brasil Imperial
 

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Visita ao Pontal da Marambaia

Assis Chateaubriand

O jornalista - (1892-1968)


Francisco de Assis Bandeira de Melo Chateaubriand, jornalista e empresário brasileiro, nasceu em Umbuzeiro, Paraíba, e faleceu na cidade de São Paulo. Dono dos Diários e Emissoras Associados, conglomerado jornalístico que chegou a possuir mais de uma centena de jornais, emissoras de rádio, canais de televisão, agências de notícias e revistas (entre elas O Cruzeiro, periódico semanal de maior circulação na América Latina).
Este império jornalístico propiciou-lhe grande poder político, principalmente entre fins da década de 1930 e início da década de 1960. Foi senador, de 1952 a 1957, e embaixador do Brasil na Inglaterra, de 1957 a 1960. Chateaubriand foi ainda o responsável pela fundação do Museu de Arte de São Paulo (Masp).

Abriu caminho entre os ricos e poderosos de seu tempo com esperteza, malícia e chantagem. Certa vez moveu em seus jornais uma campanha impiedosa contra o industrial Francisco Matarazzo. O escritório de Chatô ficava num prédio do conde, o aluguel estava atrasado e Matarazzo fizera a besteira de cobrar o inquilino. De José Ermírio de Moraes, fundador do grupo Votorantim, Chatô quis arrancar uma fortuna pela venda de um anúncio que o empresário já tinha pago. Contam-se às dezenas os casos de milionários achacados para dar sua contribuição às paredes do Museu de Arte de São Paulo, o Masp, que jamais teria saído do chão sem o patrocínio de Chatô. O homem vivia em guerra. Batia com seus jornais. Afagava quem o ajudava nos negócios e difamava com seus artigos quem ousava atrapalhar. Em geral, vencia sempre pelo cansaço.

Nascido em Umbuzeiro, na Paraíba, jornalista desde os 15 anos de idade, Chateaubriand construiu um império de comunicação. Começou em 1924, quando comprou o diário "O Jornal". No auge, os Diários Associados reuniam 36 jornais, 18 revistas, 36 rádios e 18 emissoras de televisão em todo o País. A revista Cruzeiro, durante anos a mais lida do País, foi lançada por Chatô. Foi ele quem trouxe a televisão ao Brasil, em 1949, quando a rede Tupi foi ao ar pela primeira vez. Chateaubriand não fazia segredo sobre seus métodos. "Com dinheiro, qualquer português compra", disse certa vez. "A competência está em comprar sem dinheiro." Não era figura de retórica. Chatô comprava empresas e obras de arte sem sacar o talão de cheques. Parte de seu sucesso empresarial se deve à proximidade com Getúlio Vargas, com quem manteve uma relação tumultuada mas rendosa. Anúncios do governo e empréstimos oficiais sustentaram por um bom tempo os Diários Associados. Chatô teve uma vida movimentada. Manteve casos com várias mulheres, foi político e embaixador. Chegou a inventar uma condecoração, a Ordem do Jagunço, para expressar reconhecimento aos grandes do seu tempo. Até Winston Churchil ganhou a sua, entregue pelo próprio Chateaubriand. Nem mesmo a trombose que prendeu o jornalista a uma cadeira de rodas nos seus últimos anos de vida conseguiu detê-lo completamente. Acostumado a escrever a lápis, aprendeu a usar uma máquina especial para continuar escrevendo seus artigos. Mesmo sem falar direito, e dependendo da tradução da enfermeira para se comunicar, ditava ordens e se fazia temer. Para Pietro Maria Bardi, que construiu com ele o Masp, a confusão teria sido enorme se Chatô tivesse tido imitadores. Mas não teria sido má idéia: "Uns a mais fizeram falta."

 

 

 

 

     

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