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Coronel
Francisco Antônio de Arruda Câmara, nascido
por volta de 1875, na Vila de Itatuba - INGÁ/PB (antiga Vila de
Cachoeira de Cebolas), proprietário rural e
fazendeiro nos municípios de Leopoldina e
Bicas, Minas Gerais, especificamente na Vila
de Maripá, em Bicas/MG, Fazenda Santana.
Construiu na Fazenda de Santa Rita a igreja
de Santa Rita.
Era cafeicultor e criador. Casou-se em
primeiras núpcias, com Rita de Moraes Câmara
(Dona Ritoca), viúva, filha do Comendador
Francisco Gonçalves de Moraes e CECÍLIA
BREVES DE MORAES e em segundas núpcias com
Manoela Temponi, filha de Vicente Temponi e Maria Temponi. Não
houve filhos do primeiro matrimônio e do
segundo houve uma filha:
Filho 1 - Ana Elizabeth de
Arruda Câmara, casada com Mário Ferreira da
Costa. O casal reside em Bicas/MG e tem dois
filhos:
Netos1 a 2 - Francisco José e
Vicente de Paula.
Este levantamento foi feito
entre 1950 e 1960 pelo primo em 1º grau de
meu bisavô, Antônio de Arruda Câmara, e a
informação é fidedigna, pois este Coronel
era irmão deste Antônio. Além disso, temos o
seguinte artigo:
"Maripá de Minas comemorou
seus 38 anos de emancipação política
administrativa, dia 1º de março, uma grande
conquista para a época, sem missa em ação de
graças ou reunião na Câmara Municipal. Os
tempos passaram e com os anos se foram ilustres
políticos da terra dos guaianim, ou sejam
índios sem nação, como por exemplo Bertholdo
Machado, Major Necésio Silva, Cel. Quintino,
Cel. Arruda Câmara, Cel. Retto e o Capitão
Xixico Guimarães. Vamos mais além até o
Major Delfino da Costa Carvalho, casado com
D. Florência, da tradicional família dos
Ferreiras, de Portugal e deste casal nasceu
a filha Bebela a qual contraiu núpcias com o
libanês José Waldy Augusto, este um chamado à
época "rei do café".
Junto a estes líderes
políticos da época ressalto ainda a figura
do Cel Arruda Câmara, casado com D. Ritoca,
filha do comendador Moraes, motivo das
principais divergências da
terra naquela época, quando
tudo partia da Fazenda Santana.
Assim poderia ser resumida a vida política
maripaense, perdão, da terra do Curato de
São Sebastião de Maripá, nome
original do atual município, nunca jamais
Córrego do Meio, como desejam alguns, até
mesmo historiadores famosos, basta consultar
os livros do Cartório de Paz e verificar que
em 1810 assim já era designada esta terra. Quanto
a Domingos Antônio de Oliveira, doador das
terras para a Capela de São Sebastião, isso
fica por obra e graça dos encargos fiscais
da época e dos distribuidores das patentes."
Estamos falando da mesma
pessoa. Este artigo foi tirado de um Site
(comemoração aos 38 anos de Emancipação de
Maripá de Minas/MG), o qual não me recordo
agora. Se tiver alguma informação a
acrescentar agradeço!
Esclarecimentos
Genealógicos:
Dona
Ritóca ou Rita Dolores de Moraes é filha
do Comendador Joaquim José Gonçalves de
Moraes (filho do barão de Piraí José
Gonçalves de Moraes e Cecília Pimenta de
Almeida Frazão de Souza Breves, baronesa
de Piraí), portanto, neta do capitão-mór
José de Souza Breves.
Joaquim
José Gonçalves de Moraes, Comendador, n. 5
nov 1811, + 29 set 1886 casado com sua
prima-irmã Cecília Pimenta de Almeida
Breves (mesmo nome da baronesa de Piraí).
Pais de:
- Maria
Clara Gonçalves de Moraes
-
Emiliana de Moraes
-
Leopoldo Gonçalves de Moraes
- Luiza
Clara Gonçalves de Moraes
-
Cecília de Moraes
- José
Gonçalves de Moraes
-
Joaquim José Gonçalves de Moraes
-
Francisco Gonçalves de Moraes (dr.
Chiquinho)
-
Eugênia Luiza de Moraes
- Rita
Dolores de Moraes (Ritóca)
- Clara
de Moraes
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Luiza
Clara Gonçalves de Moraes, irmã de Dona
Ritóca Moraes. |
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Sobre Maripá de Minas
"O dr. Governador
do Estado de Minas Gerais resolve. de
conformidade com o disposto no parágrafo 1º.
do art. 20 do Decreto n° 7. de 20.11.1889 e.
tendo em vista a proposta da 2ª. e 3ª.
comissões de serviço de estatística deste
Estado. datado de 11, criar um distrito de
paz e paróquia no povoado denominado Córrego
do Meio, no Município de Mar de Espanha. o
qual denominar-se-á dóra em diante – Maripá;
flcando-Ihe incorporado, para todos os
efeitos civis, o 5º. quarteirão da freguesia
de Dores de Monte Alegre, pertencente ao
município de São João Nepomuceno;
observando-se para a nova paróquia as
seguintes divisas, a saber: Começando pela
fazenda do Comendador Firmino François
Alibert e daí seguindo rio abaixo e todas as
suas vertentes até á fazenda e ponte de
Domingos Antonio da Silva Trezza e daí
seguindo margem direita do ribeirão
denominado Forquilha. até em frente à
situação de José Alves Palmeira; daí,
seguindo um pequeno córrego acima, com todas
as suas vertentes e em direção à fazenda dos
herdeiros do flnado Marcellino Teixeira
Mendes; daí seguindo rio abaixo; até ao
ribeirão, e daí até a barra do mesmo
ribeirão com a do Córrego do Meio, e daí
margeando à direita até o Caetano José de
Medeiros. seguindo daí um pequeno córrego e
todas as suas vertentes até a fazenda de
Franklin José Ferreira Almeida e herdeiros,
e daí seguindo as divisas do município de
São João Nepomuceno até a fazenda de Antonio
Ferreira Martins, seguindo em direção da
fazenda de dona Maria Umbelina e herdeiros e
fazenda de José da Costa Ribeiro, seguindo
um pequeno córrego e suas vertentes até
Joaquim Cândido da Silva e seguindo até as
cabeceiras do mesmo córrego à fazenda da
Pedra Branca, do capitão Silvestre Henriques
Furtado; daí seguindo as divisas do
município da Leopoldina até a situação de
Eduardo Antonio dos Santos, e daí á fazenda
do citado comendador Firmino Alibert,
fechando-se aí o círculo da pedida divisão.
Palácio do Governo. em Ouro Preto. 16 de
abril de 1890. João Pinheiro da Silva. "
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