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Mombuca
que em Tupi quando se queria indicar o
lugar de alguma coisa, os índios usavam
o sufixo aba. Então, Mombucaba
era o lugar das abelhas. Acredita-se que
esta seja a origem do nome Mambucaba.
Além de
receber o café vindo da Província de São
Paulo, suas lavouras produziram uma
quantidade boa de café, tanto que em 1
de março de 1839, em seu relatório
apresentado na abertura da 2a
sessão, da 2a
legislatura da Assembléia Provincial, o
Conselheiro Paulino José Soares de
Souza, Presidente da Província do Rio de
Janeiro, escreveu assim: "...mais de
4000 arrobas de café vindo de S. Paulo,
alem do de producção d'essa florescente
freguezia, que se póde avaliar em 20000
arrobas". Levando-se em conta que
uma arroba equivale a 14,65 kg,
avaliamos a produção anual das lavouras
de Mambucaba, mesmo naquela época, em
cerca de 295 toneladas.
Seu nome
oficial era, Freguesia de Nossa
Senhora do Rosário de Mambucaba.
Existiam cerca de 20 grandes
propriedades, divididas entre fazendas
de café e engenhos de açúcar. Ainda é
possível ver as ruínas dos engenhos do
Itapicu, da Fortaleza e de outras
engenhocas no interior do Perequê.
Para se comercializar o café, existiam
cerca de 8 armazéns. Algumas dessas
construções eram sobrados belíssimos, o
armazém de café ocupava uma parte do
andar térreo e a residência da família
ocupava a outra parte e o andar
superior.
Pelas duas ou três ruas da pequena vila
distribuíam-se 5 armazéns de secos e
molhados; 10 lojas de fazendas; 10
vendas de artigos variados; 3 padarias;
1 açougue; 1 bilhar; 1 relojoeiro e
vidraceiro; 1 fogueteiro; 1 carpinteiro;
1 tanoeiro; 1 marceneiro; 1 ferreiro; 5
alfaiates; 2 sapateiros; 1 agência de
Correios e um Teatro. Não podemos
esquecer que a vila tinha 1 professor
público para meninos; 1 professora para
meninas; 1 professor de música; 2
médicos e cirurgiões; Juiz de Paz;
Subdelegado e Vigário.
No
recenseamento feito em 1850, pelo
Governo da Província do Rio de Janeiro,
Mambucaba contava 3310 habitantes,
divididos em 1784 livres e 1526
escravos. Dos habitantes livres; 1272
eram brancos, 146 eram indígenas, 310
eram pardos e 56 eram negros. Dos
habitantes escravos; 104 eram pardos e
1422 eram negros.
O porto de Mambucaba tinha um movimento
extraordinário, servia para exportar o
café da província de São Paulo; receber
os objetos de valor, os tecidos finos,
os perfumes e as jóias para sustentar a
opulência das famílias dos grandes
cafeicultores do planalto paulista.
Infelizmente serviu de porta de entrada
para centenas de escravos, conduzidos às
fazendas de café.
Fonte: Almanak Laemmert e Francimar
Pinheiro
Aspectos da vila histórica de Mambucaba
BARÃO DE MAMBUCABA - JOSÉ LUIZ
BREVES GOMES: Agraciado com o título de
Barão em 02/12/1854. Nascido em Piraí em
1801 e falecido em 30/01/1855, sendo
sepultado no cemitério da extinta
Irmandade do S. S. Sacramento.
Sargento-mór de Milícias, Alferes do
Segundo Batalhão de Angra dos Reis, foi
um dos grandes benfeitores de Piraí,
onde possuía as Fazendas de "Santa
Maria" e "Ponte Alta". Vereador,
presidente da Câmara e delegado de
Polícia em Piraí. Juiz de Paz em
Mambucaba, distrito de Angra dos Reis.
Filho do Capitão Francisco Luiz Gomes e
de d. Anna Margarida de Jesus de Souza
Breves, nascida em São João Marcos, e
falecida em 1852.
Mais
em http://www.brevescafe.oi.com.br/mambu.htm |