História do Café no Brasil Imperial
 

Retornar

Memórias

Tia Chica e Sapeca

Tia Chica e Sapeca (1962)


Francisca Caetana da Conceição ou "tia Chica" como era chamada, viveu mais de cem anos. Foi  a última escrava dos Breves e faleceu em 1962. Jocosa, gostava de cantar, dançar e contar causos. Morava num terreno em Piraí ao lado da subida da Igreja de Sant'Anna,  onde hoje é a Câmara Municipal.

Quando a Prefeitura desapropriou o terreno para abertura de uma rua, meu avô Reynato Breves moveu uma ação de perdas e danos. O caso durou muito tempo e a rua passou a se chamar Rua da "Perseguição".

Quando perguntavam seu nome dizia: "Chica Quetana". Dançava o jongo e o cateretê. Bebia cachaça, ficava alegre e contava as histórias da África. Aos cem anos, de enxada na mão, plantava sua roça de mandioca, milho.

Respeitada por todos, andava por Piraí descalça, desfiando um rosário de histórias.

 

 

 

 

 

     

© 1996/2007— Todos os direitos reservados: Aloysio Clemente M. I. de J. Breves Beiler

História do Café no Brasil Imperial - Rio de Janeiro, RJ.