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Capela de Santa Rita de Cássia após a
reforma. Cemitério de Arrozal, RJ.

São João Marcos - 1927
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Antônio
de Souza Breves, nascido em 1720, natural da Ilha de São Jorge, casado
com Dona Maria de Jesus Breves, filha de Bráz Fernandes e de Dona Joana
do Espírito Santo, todos da Freguezia de Santa Luzia, do Arquipélago dos
Açores e Bispado de Angra, emigrou para o Brasil ainda jovem. No Rio de
Janeiro, tornou-se próspero comerciante, ficando conhecido como Antônio
"Cachoeira", provavelmente o nome de alguma propriedade sua, e sua
mulher conhecida como Maria "de Deus".
Taunay. relata em
"História do Café no Brasil" a saga deste imigrante:
Em 1737, João Machado
Pereira fundava em sua fazenda a Freguezia, tendo como padroeiro São
João Marcos, em cuja capela se estabeleceu pia batismal e sacrário para
provisão episcopal. Logo em seguida afazendou-se na região sertaneja
Antônio de Souza Breves e sua mulher, dedicando-se ao desbravamento das
matas, cultivando e formando fazenda, para o que obtivera sesmarias de
largas terras.
Naquele tempo em que a
terra reclamava vorazmente povoadores e mais povoadores, era extrema a
fecundidade das mulheres; Antônio de Souza Breves teve notável
descendência e numerosa prole. O "Velho Cachoeira", como ficou conhecido
em idade provecta, patriarca da família Breves, faleceu em São João
Marcos, sendo sepultado em cova do Santíssimo dentro da Matriz de São
João Marcos, em 31 de dezembro de 1814 e revestido seu cadáver do hábito
de Santo Antônio.
Comentando este fato,
observa Luiz Ascendino Dantas, com o conhecimento de causa com que versa
sobre os assuntos de sua região natal - São João Marcos:
"Deste grande povoador e honesto
lavrador, não há em São João Marcos nenhum traço que perpetue sua
memória. Quando o Comendador Joaquim José de Souza Breves, seu neto
edificou o palácio de Olaria, na capela que ali se estabeleceu, deu como
orago da mesma à Santo Antônio, em homenagem à seu antepassado.
Entretanto, a capela desapareceu, nada ficando que lembre a passagem
desse formidável desbravador de matas.
Em 1845, quando se fundou o novo
cemitério pertencente à Irmandade de Nossa Senhora do Rosário e São
Benedito, foram exumados da Matriz todos os ossos que ali se encontravam
e levados para o cemitério daquela igreja. Seria uma demonstração de
carinho, se os atuais descendentes do venerando Antônio de Souza Breves,
fizessem erigir na Igreja do Rosário, um altar dedicado à Santo Antônio,
como preito de gratidão e homenagem às cinzas desse grande fazendeiro,
que ali repousa, perpetuando assim a memória daquele que fundou a
numerosa prole dos Breves nesse lindo rincão da terra fluminense."
Ascendino Dantas não
sabia, entretanto que num futuro bem próximo, a Companhia de Ribeirão
das Lajes, atual LIGHT, iniciando naquela época os trabalhos de
represamento de águas para a futura usina geradora de energia elétrica,
inundou inutilmente a cidade de São João Marcos e arredores. Os
moradores remanescentes de São João Marcos foram desalojados de sua
região e até hoje encontram-se em pendengas na Justiça para o retorno ou
uma indenização justa pelas terras perdidas com a inundação.
Do patriarca Antônio de
Souza Breves e de sua mulher Dona Maria de Jesus Breves, vieram os
filhos: o Capitão-mór José de Souza Breves, vindo com seus pais dos
Açores; Domingos de Souza Breves, nascido em 1751 e casado com Dona
Maria da Silva Breves; Thomé de Souza Breves, nascido em 1756, casado
com Dona Maria Rodrigues e Dona Margarida de Souza Breves, casada com
Francisco Luiz Gomes." |